Um Manifesto à Razão! * (Carta será enviada pelos correios ao Palácio do Planalto), por Gustavo Perez Pereira Andrade|

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CARTA ABERTA AO EXCELENTÍSSIMO SENHOR PRESIDENTE DA REPÚBLICA, LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA! de Gustavo Perez Pereira Andrade, residente e domiciliado no município de Marília, estado de São Paulo, brasileiro, professor, trabalhador, nacionalista, socialista, comunista, mestre em Ciências Sociais pela UNESP (Universidade Estadual Paulista).

Ao Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, parabenizo pela vitória e renovo os meus apelos para romper com a política macroeconômica de FHC (Fernando Henrique Cardoso), e reitero a necessidade de acabar com o tripé macroeconômico dos juros altos, do câmbio flutuante e do livre fluxo de capitais.

O governo venceu pela força das ruas e só por elas poderá romper com esta política macroeconômica em favor dos poucos rentistas do mercado financeiro e em detrimento de muitos, portanto apelo a consciência de quem liderou as greves do ABC que impulsione a reorganização independente dos trabalhadores através da CUT (Central Única dos Trabalhadores) , dos estudantes por intermédio da UNE (União Nacional dos Estudantes) , dos camponeses por intermédio do MST(Movimento dos Sem-Terra), dos Indígenas por suas lideranças orgânicas.

Se o governo não quer ser acusado por alguns elementos demagogos da extrema direita de estelionato eleitoral não pode manter a política que favorece o grande capital especulativo drenando grande parte do orçamento público para o sistema financeiro. Os trabalhadores e a classe média não podem pagar pela crise do capitalismo!

O presidente citou em discurso o ex-presidente Franklin Delano Roosevelt que após a crise de 1929, pois devo aqui recordá-lo que o mesmo regulou o sistema financeiro estadunidense, realizou obras públicas e um conjunto de medidas para impulsionar o crescimento econômico pela via do investimento estatal, retirando os Estados Unidos de uma das maiores crises econômicas. Se quer passar a história como ele, deverá realizar um governo de investimento em infraestrutura de estado forte e nacionalista.

É preciso reinventar a utopia, o país de Cazuza, Raul Seixas, Elis Regina, Oscar Niemeyer e J.K. não pode ser um protetorado dos Estados Unidos da América. O país que construiu Brasília, de escritores como Machado de Assis e pintoras como Tarsila do Amaral precisa se reinventar!  

É preciso sonhar outra vez, abrir mão da conciliação de classes, isto é, não possível é mais estabelecer compromissos com os agiotas e banqueiros que solapam a economia ao submeterem o país a escravidão financeira e aos juros exorbitantes!

O presidente em nome da esquerda hegemônica, dos trabalhadores, dos nacionalistas de fato tem que levantar a bandeira da nação ao abraçar a luta pelo fim da política macroeconômica neoliberal, fim da autonomia do Banco Central, fim dos juros exorbitantes, fim do câmbio flutuante e fim do livre fluxo de capitais!

A partir de agora é preciso defender a reestatização das empresas estratégias como a Eletrobrás, a Vale do Rio Doce, a BR distribuidora, a reindustrialização do país e a geração de empregos de qualidade com a distribuição de renda é a única resposta a juventude brasileira que anseia melhores condições de vida.

O pacto de classes ruiu com a deposição de Dilma e é hora de politizar as massas, é hora também de romper com programa de defesa pacifista do território nacional, rompendo com a desnuclearização do país, o país precisa de uma política de dissuasão em relação a potências estrangeiras, neste sentido cabe o envio de uma PEC (Proposta de Emenda Constitucional) ao Congresso Nacional. O Brasil tem que assumir a sua própria soberania tecnológica, nuclear, militar.

Quanto ao problema da pacificação nacional, dilema não menos importante, reitero aqui os apelos desde já realizados por Michel Temer pelo indulto ao ex-presidente, ressalto a necessidade de extensão do mesmo a totalidade dos presos políticos, não pelo apreço as ideias de cada um, mas para acabar com a divisão nacional.

O Brasil precisa ser uma só família, uma só nação, um único povo, é necessário serenar os ânimos e evitar que em razão de opiniões divergentes, se permita o atropelo das normas constitucionais e as violações da carta magna atalhando o debate do racional sobre o futuro do país e das próximas gerações. A divisão hoje no seio da nação é mais benéfica aos inimigos do país, e é preciso reestabelecer o diálogo para vencer os verdadeiros adversários do povo brasileiro, que são os poucos rentistas do mercado financeiro, os especuladores da dívida pública.

Em suma, reitero que só com fim do neoliberalismo será possível findar a “polarização” e serenar os ânimos, indústria significa empregos de qualidade e isto que o país precisa e a nação anseia.

Uma revista em meu acervo segue junto a está carta, O Brasil para os trabalhadores! A América Latina, para os latino-americanos!

* As posições desta carta não se referem necessariamente a todas posições do partido ao qual o autor é recém filiado.

Gustavo Perez Pereira Andrade| Mestre em Ciências Sociais pela Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho”- Faculdade de Filosofia e Ciências, na linha de pesquisa 4-Relações Internacionais e Desenvolvimento. Graduado em Ciências Sociais também pela UNESP- FFC. Lecionou na rede pública estadual paulista 2014-2026. Tem experiência na área de Ciência Política, com ênfase em Estrutura e Transformação do Estado. Atualmente trabalha no comércio como repositor. Membro do PCO (Partido da Causa Operária)

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