A saída para romper o ciclo das dinastias e da subserviência institucional não está em esperar uma benesse dos gabores, mas sim na organização coletiva e na articulação de base. A lista de trincheiras apontadas desenha o verdadeiro mapa do caminho para devolver a política às mãos de quem realmente vive a realidade da cidade:
- Espaços de Base e Resistência: Levar o debate para os conselhos de bairro, sindicatos, agremiações escolares, diretórios acadêmicos (DCEs) e movimentos pastorais e religiosos de justiça social (como as Pastorais). É nesses locais de convivência que a consciência de classe e a indignação viram projeto político.
- Ocupação dos Partidos Políticos: Retirar os diretórios partidários do controle das oligarquias e colocá-los nas mãos das classes menos assalariadas e dos trabalhadores, garantindo que as candidaturas nasçam do chão da fábrica, do comércio popular e da periferia, e não de acordos de cúpula.
- Fiscalização Ativa In Loco: Marcar presença constante na Câmara Municipal. Lotar o plenário, cobrar os edis olho no olho, fiscalizar votações e expor publicamente quem vota contra os interesses da população e a favor dos privilégios do Executivo.
- O Fim do “Dedo Podre” na Urna: Exercer o voto com rigor e memória política, superando o voto automático ou de cabresto, para que a escolha nas próximas eleições seja um ato consciente de ruptura e não a repetição do erro.
Quando a população se organiza e ocupa esses espaços de pressão e formação, a engrenagem do poder treme, e o velho jeito de governar deixa de ser intocável.


