Nova equação entre produtividade e crescimento leva companhias a reavaliar quando ampliar equipes
Durante décadas, o crescimento das empresas esteve associado a uma equação relativamente simples. Quanto maior o número de clientes atendidos e de vendas, mais pessoas seriam necessárias para sustentar a operação. Atualmente, porém, essa lógica começa a ser revista com o avanço da Inteligência Artificial. Em vez de ampliar imediatamente as equipes para absorver o aumento da demanda, as empresas passam a avaliar quais atividades podem ser executadas por Agentes de IA antes de aumentar a estrutura de pessoal.
A mudança não significa substituir trabalhadores, mas aumentar a capacidade produtiva das equipes existentes. Afinal, os Agentes de IA podem assumir tarefas administrativas, financeiras, comerciais e operacionais, que consomem horas importantes dos profissionais, com tarefas relativamente simples, como atualização de sistemas, cobranças, organização de documentos, acompanhamento de processos, conciliações, monitoramento de informações, atendimento inicial e elaboração de relatórios.
O movimento ocorre em paralelo à aceleração da adoção da tecnologia pelas empresas. Segundo o estudo ‘AI Jobs Barometer 2025’, da PwC, setores mais expostos à Inteligência Artificial registraram crescimento de 27% na receita por trabalhador, três vezes superior ao observado nos setores menos expostos, com 9%. A análise considerou quase 1 bilhão de anúncios de emprego e dados financeiros de empresas em seis continentes. Além disso, o levantamento também mostra que as competências exigidas nas ocupações mais expostas à IA estão mudando 66% mais rapidamente.
No Brasil, a transformação também avança entre negócios de menor porte. Pesquisa do Sebrae sobre transformação digital dos pequenos negócios mostrou que 44% dos empreendedores já haviam utilizado algum tipo de Inteligência Artificial em 2025. Outro levantamento mais recente, realizado pela entidade em parceria com a FGV, aponta que o conhecimento sobre ferramentas de IA já alcança 96% das micro e pequenas empresas pesquisadas, enquanto a utilização vem avançando em áreas como marketing, comunicação e gestão.
Para Mauricio Frizzarin, fundador e CEO da QYON – empresa norte-americana especializada em Inteligência Artificial e Agentes de IA – o principal impacto da tecnologia será alterar a forma como as empresas dimensionam suas equipes. “A pergunta que o empresário fazia era: quantas pessoas preciso contratar para dar conta desse crescimento? Agora começa a surgir uma pergunta anterior: quanto dessa operação pode ser executada por Agentes de IA? Não se trata de eliminar pessoas, mas de evitar que o crescimento da empresa dependa exclusivamente do aumento da estrutura”, destaca.
Mais produtividade antes de mais contratação
A mudança ganha relevância principalmente para pequenas e médias empresas, que normalmente possuem menos recursos para ampliar rapidamente equipes administrativas e especializadas.
Um levantamento de 2026, feito pela U.S. Chamber of Commerce Foundation em parceria com a Ipsos, mostra que metade dos trabalhadores de pequenas empresas já utiliza IA no trabalho. Entre aqueles que relatam economia de tempo, seis em cada dez afirmam reinvestir esse tempo em mais trabalho ou em atividades mais qualificadas. O resultado sugere que, para negócios menores, a primeira consequência da IA pode ser o aumento da capacidade das equipes existentes e, não necessariamente, a redução do quadro de funcionários.
Na prática, uma empresa que recebe um volume maior de pedidos, por exemplo, pode utilizar agentes para organizar solicitações, atualizar sistemas, responder dúvidas recorrentes e encaminhar exceções para os profissionais. A equipe deixa de gastar parte da jornada com tarefas de baixo valor e passa a dedicar mais tempo ao relacionamento com clientes, análise de informações e resolução de problemas. “Existe uma diferença importante entre substituir mão de obra e multiplicar a capacidade de uma equipe. O segundo movimento é o que considero mais relevante para as PMEs. Uma equipe de cinco pessoas que consegue executar, com apoio de agentes, o trabalho que antes exigiria oito ou dez profissionais passa a ter outra capacidade de crescimento”, defende Frizzarin.
O escritório contábil como exemplo
Os escritórios de contabilidade estão entre os negócios que podem sentir essa mudança de maneira mais rápida. Afinal, a expansão da carteira de clientes sempre exigiu um aumento proporcional da equipe para lidar com documentos, conciliações, obrigações, conferências, atendimento e rotinas administrativas. Com os Agentes de IA, parte dessas atividades podem ser executadas de maneira contínua, permitindo que os profissionais se concentrem em análise, planejamento tributário, consultoria e relacionamento com os clientes.
Um exemplo disso é o Agente Greg, criado pela QYON. Ele automatiza a cobrança de extratos bancários dos clientes ao enviar solicitações e lembretes por e-mail ou WhatsApp, acompanha as respostas, recebe os arquivos, converte extratos enviados em PDF para OFX e os salva diretamente na pasta do cliente. Esse é um processo que não exige tanto conhecimento, mas que toma bastante tempo e pode ser automatizado e realizado pela tecnologia.
“Para um escritório contábil, escalar não deveria significar simplesmente contratar mais pessoas para processar mais documentos. O objetivo deveria ser aumentar a carteira e, ao mesmo tempo, elevar o valor do serviço prestado. A IA pode ajudar justamente nessa transição”, afirma o CEO da QYON.
Contratar continuará sendo necessário
Frizzarin ressalta que a adoção de Agentes de IA não elimina a necessidade de contratação de pessoas. As empresas continuarão precisando de profissionais à medida que crescem, especialmente em funções que exigem relacionamento, criatividade, liderança, conhecimento especializado e tomada de decisão. A diferença estará no momento e no motivo da contratação.
“Se a empresa está contratando, porque aumentou o número de tarefas repetitivas, talvez exista uma oportunidade de automação, mas se é porque precisa de mais pessoas para vender, desenvolver produtos, atender clientes ou tomar decisões estratégicas, estamos diante de outro tipo de crescimento. A IA ajuda o empresário a separar essas duas situações”, orienta Frizzarin.
O especialista alerta, ainda, que essa mudança também exige preparação. Antes de implantar agentes, as empresas precisam mapear processos, organizar dados, integrar sistemas, estabelecer regras de segurança e definir quais decisões continuarão dependendo de aprovação humana. O ganho, portanto, não está simplesmente em ter um Agente de IA, mas em redesenhar a operação para que pessoas e tecnologia trabalhem de forma complementar. “A grande transformação não é trocar funcionários por Agentes de IA, mas deixar de aumentar a estrutura sempre que o volume de trabalho cresce. As empresas que aprenderem a multiplicar a capacidade das equipes com o uso de tecnologia poderão crescer mais rápido, com menos complexidade e maior produtividade. No futuro, a primeira pergunta diante de uma necessidade de contratação não será ‘quem precisamos contratar?’, mas ‘o que realmente precisa ser feito por uma pessoa?'”, conclui Frizzarin.
Mais sobre a QYON:
Criada no início de 2020, a QYON foi fundada nos Estados Unidos, por Mauricio Frizzarin, profissional reconhecido no mercado brasileiro por ter criado, aos 17 anos, nos idos da década de 1990, a Folhamatic – empresa que revolucionou o setor contábil ao automatizar os processos de criação, administração e controle da folha de pagamento de forma fácil e rápida. Especializada em Inteligência Artificial e Agentes de IA, a QYON tem como público-alvo os escritórios de contabilidade e amplia o leque para as empresas clientes dessas companhias do segmento contábil. A companhia entrega a esses públicos um sistema completo e totalmente integrado, baseado em Inteligência Artificial, Machine Learning e Big Data, com todas as soluções para as boas práticas de gestão e cumprimento das obrigações fiscais seguindo as exigências do governo brasileiro. Além do Brasil, a Qyon já oferece soluções similares a empresas do Reino Unido e prepara o lançamento do seu ecossistema também nos Estados Unidos.
www.qyon.com
@qyontech
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