A política brasileira atravessa um momento de profunda degradação da representação popular. Em cidades do interior, como Marília, e em todo o país, observa-se uma onda de candidatos cada vez mais desnivelados, caóticos e raivosos, que se apoiam em pautas de extrema direita marcadas por discriminação, racismo, homofobia e misoginia.
O esvaziamento da política
- A representação política, que deveria ser o espaço de defesa do povo, tem se transformado em palco de discursos raivosos e neofascistas.
- Muitos candidatos não apresentam agenda concreta para o povo, mas sim narrativas de ódio e exclusão.
- A sociedade, em parte, se mostra omissa, permitindo que figuras com passado duvidoso — alguns já condenados por crimes como furto, outros apenas investigados — ocupem espaço no debate público.
A falsa “família cristã”
- O discurso extremista se apropria da ideia de “família cristã”, mas de forma falsa e fingida, usada como palanque político.
- A verdadeira família, aquela que se constrói no amor aos filhos, esposas, maridos e à dignidade humana, é traída por candidatos que pregam intolerância e violência.
- Essa contradição revela a hipocrisia de setores religiosos e políticos que se apresentam como guardiões da moral, mas defendem práticas discriminatórias.
Risco democrático
- A defesa de pautas como a invasão do Brasil por estrangeiros e a exaltação de regimes autoritários mostra o perigo de uma agenda neofascista.
- A ausência de fiscalização efetiva e o silêncio de instituições como câmaras municipais reforçam a sensação de que “tudo fica sempre na mesma”, sem responsabilização.
- Esse cenário ameaça a própria democracia, pois normaliza discursos que corroem direitos fundamentais.
Reflexão
Quem pensa, quem tem juízo, quem ama sua família de verdade, não pode se deixar seduzir por candidatos que representam o ódio, a exclusão e a mentira. A política precisa ser reconstruída com base em ética, justiça e compromisso social, e não em palanques de intolerância.


