Após 13 noites consecutivas de ataques ao Irã, os Estados Unidos (EUA) não fizeram novas ofensivas nesta sexta-feira (24/7). Ainda não é possível saber se a trégua se prolongará ou será breve. Durante jantar com os correspondentes da Casa Branca, o presidente Donald Trump disse que não acredita que o Irã está pronto para fazer um acordo e que não acha que seja o momento certo para isso.
“Não acho que seja o momento certo ainda, mas estou disposto a ouvir”, disse.
O chefe de relações públicas e porta-voz do Ministério da Saúde do Irã, Hossein Kermanpour, disse neste sábado (25/7) que como nenhum ataque foi registrado, as estatísticas de feridos não tiveram mudanças significativas. “Parece que o amado Irã teve uma noite tranquila ontem à noite e nenhuma parte de seu corpo foi atingida ou ferida”, celebrou. O último boletim indica 629 pessoas feridas e 55 mortas nos ataques.
Neste sábado (25/7), o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baghaei, fez críticas à União Europeia. Ele afirmou que a vice-presidente da Comissão Europeia, Kaja Kallas, se diz preocupada com os direitos humanos no Oriente Médio, mas apoia os ataques norte-americanos ao país.
“Como um compromisso professado com os direitos humanos pode ser tão facilmente reconciliado com o fornecimento de apoio logístico e técnico para agressões letais contra o povo iraniano — agressões que visam deliberadamente civis e infraestrutura nacional crítica?”, questionou.
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do Metrópoles
Ele acusou o bloco de se recusar a condenar crimes de guerra, que estariam acontecendo no Irã. “Tudo isso enquanto se recusa a condenar até mesmo os crimes de guerra mais flagrantes, e não oferece uma única palavra de simpatia pelas crianças iranianas massacradas por bombas e mísseis americanos-israelenses”, completou.
13 noites de ataques
Os Estados Unidos voltaram a atacar o Irã após um período de cessar-fogo, ao acusar o país de ter rompido a trégua. Segundo os norte-americanos, o país persa atacou navios no Estreito de Ormuz, o que configuraria a violação do acordo.
Os dois países tinham fechado um memorando de entendimento em junho, que abria caminho para um acordo de paz definitivo.
Na volta dos ataques, os EUA miraram nos sistemas de defesa costeira, instalações de mísseis e drones e capacidades marítimas iranianas.
Fonte: Metrópoles


