AUGUSTO CURY| AUTOR DE LIVROS DE AUTO-AJUDA, CANDIDATO COACHING SE APRESENTA COMO “VENDEDOR DE SONHOS”

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PORTAL GPN – NOSSA TV – JORNAL ALL NEWS – REVISTA NOTICIA AO PONTO │ A entrada do escritor e psiquiatra Augusto Cury na corrida presidencial pelo partido Avante expõe de forma cristalina a falência das formulações políticas tradicionais e a perigosa tentativa de transformar a gestão de um país em um grande workshop de autoajuda. Vendido como o messias da pacificação nacional e o “vendedor de sonhos” de uma terceira via enfraquecida, Cury tenta aplicar conceitos rasos de “gestão da emoção” para tentar resolver problemas estruturais e complexos como a fome, a desigualdade, o desemprego e a precarização do trabalho.

Governar uma nação de mais de 200 milhões de habitantes exige orçamento público, articulação política, coragem para enfrentar o capital predatório e políticas de Estado rigorosas — não metáforas motivacionais, jargões terapêuticos ou a retórica edulcorada do empreendedorismo emocional. A política não é um divã de consultório, e o sofrimento do povo trabalhador não se cura com frases de efeito publicadas em best-sellers, mas sim com comida no prato, salário digno e direitos sociais garantidos.

A Ilusão da Autoajuda na Gestão Pública

  • Superficialidade Diante da Crise: A tentativa de tratar dilemas socioeconômicos profundos com fórmulas mágicas de equilíbrio emocional ignora a luta de classes e a realidade nua e crua da periferia.
  • Falsa Balsa da Pacifismo: O discurso da “pacificação” e da neutralidade serve como um manto conveniente para evitar o enfrentamento direto contra os privilégios da burguesia e os abusos do sistema financeiro.
  • Política Não É Consultório: A governabilidade exige propostas concretas para o desenvolvimento industrial, a reforma tributária e a segurança pública, temas em que a retórica do coaching se mostra absolutamente vazia e inócua.
  • O Risco do Messianismo Moral: A figura do “salvador iluminado” que promete curar as dores do país pela mente desvia a atenção da população sobre a urgência de reformas estruturais e da participação popular real.

O Brasil não precisa de um “coach” no Palácio do Planalto ou de palestras motivacionais para a classe trabalhadora. A reconstrução do país exige liderança firme, projeto de nação, compromisso com os miserabilizados e o fim da ilusão de que a política pode ser reduzida a um livro de desenvolvimento pessoal.

Da Redação do Portal GPN

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