Conselho de Paz muda versão sobre retirada de Israel de Gaza

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O ‘Conselho da Paz’ liderado pelos Estados Unidos de Donald Trump, que prevê supervisionar a transição e a reconstrução da Faixa de Gaza após um eventual cenário pós-guerra, informou nesta segunda-feira (03/08) que a retirada das tropas israelenses no território palestino apenas deverá ocorrer após o desarmamento completo do Hamas.

O roteiro, que faz parte da segunda fase do acordo de cessar-fogo, foi aprovado na semana passada, inclusive pelo Hamas. No entanto, ele foi alterado após o diretor do Conselho, Nikolay Mladenov, o conselheiro sênior Aryeh Lightstone e o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu se reunirem em Jerusalém para discutir o assunto. O encontro também ocorreu enquanto políticos israelenses de extrema direita criticavam o documento anunciado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que classificou como um “marco histórico”.

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De acordo com a equipe de Mladenov, tratou-se de uma conversa “construtiva e detalhada”. “Contrariando os relatos imprecisos, observamos que a retirada das Forças de Defesa de Israel além da Linha Amarela ocorrerá apenas uma vez que a desativação [do Hamas] estiver completa, conforme o Hamas se comprometeu com os mediadores”, afirmou o diretor. “Isso se aplica tanto a armas leves, pesadas quanto aos túneis”.

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A “Linha Amarela” é o termo usado para se referir à linha de demarcação atrás da qual as forças israelenses continuam a se basear em Gaza.

Conforme o jornal Times of Israel, após a reunião, o Conselho da Paz “pareceu mudar suas condições para que as Forças de Defesa de Israel se retirassem de Gaza”. Segundo o veículo, a proposta inicial “esperava que Israel recuasse para a Linha Amarela sob os termos de um acordo para desarmar o Hamas”.

“O objetivo é claro e não está em questão: o descomissionamento completo das armas na Faixa de Gaza e a transição do governo por armas para a governança civil”, acrescentou Mladenov.

Conselho da Paz muda versão sobre roteiro original do acordo de cessar-fogo entre Israel e Hamas
X/@idfonline

Por sua vez, o Hamas defende que o acordo não será implementado a menos que Israel cumpra sua parte do acordo.

Durante as negociações nesta segunda-feira, Mladenov pediu a Netanyahu que suspendesse os ataques à Faixa de Gaza, de acordo com fontes consultadas pela agência de notícias AP. Contudo, o regime sionista tem se recusado a cumprir a trégua, violando quase diariamente o tratado de paz selado em outubro de 2025. Desde então, Tel Aviv já matou mais de 1.200 palestinos, incluindo mais de 36 após o anúncio do acordo de desarmamento.



Fonte: Opera Mundi

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