PORTAL GPN – NOSSA TV – JORNAL ALL NEWS – REVISTA NOTICIA AO PONTO │ A violência contra trabalhadores do volante fez mais uma vítima no interior paulista e indignou a população de Piratininga e Bauru. A motorista de aplicativo Pâmela Letícia Nolastro Cunha, de 29 anos, foi covardemente assassinada após aceitar uma corrida e cair em uma armadilha fatal. Na quinta-feira (8), o corpo da jovem mãe foi encontrado em uma área rural perto do Museu do Café, apresentando severas marcas de violência e ferimentos provocados por arma branca. A tragédia ganha seus primeiros desdobramentos com a prisão de um jovem de 23 anos, interceptado em Bauru ao conduzir o veículo roubado da vítima.
Da Redação do Portal GPN
A cilada no aplicativo e a angústia da família
O pesadelo começou na quarta-feira (7), quando Pâmela saiu de casa disposta a cumprir mais um dia de trabalho para sustentar a família e garantir o futuro de sua filha pequena. O alarme disparou entre familiares e colegas de profissão quando a motorista parou de dar notícias e o sinal de seu celular foi abruptamente cortado.
Alertas enviados por Pâmela em um grupo de mensagens com outros motoristas revelaram os últimos minutos de aflição da jovem. Na mensagem, ela relatou que aguardava há mais de dez minutos o passageiro efetuar o pagamento da corrida, sob a justificativa de que o aplicativo do banco do suspeito apresentava falhas. Foi o último contato antes do silêncio assustador e do desespero de seus parentes, que acionaram as autoridades no dia seguinte.
Caçada, prisão e a indignação que permanece
Após buscas intensas, o corpo de Pâmela foi localizado em um terreno de mata na zona rural de Piratininga. Pouco tempo depois, a Polícia Civil localizou o automóvel da vítima rodando pela cidade vizinha de Bauru. O condutor, um homem de 23 anos, foi preso em flagrante pela equipe da 3ª Delegacia de Homicídios da DEIC. Em depoimento inicial, o suspeito alegou que teria recebido R$ 2 mil apenas para transportar o veículo roubado até Bauru, mas a investigação apura se ele teve participação direta na execução do crime.
A Polícia Civil solicitou a prisão temporária do envolvido para esclarecer todos os detalhes e identificar outros possíveis cúmplices no assassinato. Enquanto a empresa Uber lamentou publicamente a tragédia e informou estar colaborando com as investigações, a comoção tomou conta do Cemitério Municipal de Piratininga nesta sexta-feira (9), onde familiares e amigos prestaram as últimas homenagens a Pâmela em um clima de revolta e clamor por justiça.
Portal GPN comenta:
O assassinato de Pâmela Letícia evidencia, mais uma vez, a extrema vulnerabilidade a que estão submetidos os motoristas de aplicativo diariamente. A rotina de encarar corridas no escuro e lidar com passageiros desconhecidos tornou-se uma roleta-russa para trabalhadores que buscam apenas o pão de cada dia. As plataformas de mobilidade urbana e as forças de segurança pública precisam implementar mecanismos mais rigorosos de identificação e proteção para esses profissionais, para que checar a identidade de um passageiro não seja uma questão de vida ou morte.


