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Da Redação do Portal GPN
A tarde de sexta-feira se transformou em um verdadeiro cenário de horror e comoção no bairro São Braz, na capital paranaense. O que deveria ser um dia comum de aprendizado e brincadeiras no Centro Municipal de Educação Infantil (CMEI) transformou-se em um drama angustiante quando um homem armado com uma faca e um simulacro de arma de fogo pulou a cerca e invadiu a unidade escolar. O agressor trancou-se em uma sala de aula e manteve 13 crianças com idades entre 4 e 5 anos, além de educadores, sob a mira do terror.
Durante cerca de três horas, o tempo parecia ter parado nas imediações do estabelecimento. Mães, pais e vizinhos aglomeravam-se nas proximidades, em prantos e desespero, enquanto agentes do Batalhão de Operações Policiais Especiais (BOPE) da Polícia Militar cercavam o local e tentavam pacificar o agressor. A atmosfera ficou ainda mais tensa quando o indivíduo espalhou produto inflamável pelo chão da sala e, com um isqueiro em mãos, ameaçou atear fogo no ambiente, gerando um forte odor de combustível e o pavor iminente de uma tragédia generalizada.
A bravura das educadoras e dos funcionários do CMEI foi fundamental nos primeiros instantes da invasão, ao conseguirem evacuar a maior parte dos alunos de outras turmas de forma ágil, minimizando o alcance da ação. No entanto, dentro da sala tomada, o invasor agredia as pequenas vítimas verbalmente, segurando-as com força e usando-as como escudo. Duas crianças sofreram escoriações e machucados.
Conforme a situação se deteriorava e o estresse do homem atingia níveis críticos, colocando a vida dos pequenos em risco iminente de incêndio e agressão, o BOPE decidiu pelo adentramento tático. Em uma intervenção rápida e cirúrgica, acompanhada por estrondos de artefatos de efeito moral, os policiais conseguiram resgatar todas as 13 crianças em segurança. O invasor foi neutralizado no local ao tentar agarrar novamente uma das crianças.
Segundo informações apuradas com as autoridades, o homem sofria de transtornos psiquiátricos (esquizofrenia) e portava uma carta cujas motivações ainda são apuradas pelos órgãos competentes. As crianças resgatadas, muito abaladas e chorando, foram encaminhadas para atendimento médico e acolhimento psicológico especializado prestado pelas equipes do município antes de serem devolvidas aos braços aliviados de suas famílias. As investigações policiais seguem para apurar as circunstâncias exatas e as falhas de segurança que permitiram o acesso ao local.


