
O Tribunal do Júri de Cuiabá condenou nesta terça-feira (20) o homem acusado de arquitetar uma trama macabra e cruel contra a própria companheira. Jackson Pinto da Silva foi sentenciado a mais de 31 anos de prisão pelo feminicídio de sua esposa, Nilza Moura de Sousa Antunes, de 64 anos, além dos crimes de ocultação de cadáver e comunicação falsa de crime. A pena, fixada pela juíza Mônica Catarina Perri Siqueira a pedido do Ministério Público, inclui regime fechado, multa e o pagamento de indenização de 50 salários-mínimos à família da vítima.
Da Redação do Portal GPN
A execução covarde e a ganância financeira
O crime que estarreceu a capital mato-grossense ocorreu na manhã de 4 de maio de 2026, na residência do casal no bairro Parque Cuiabá. Segundo a denúncia sustentada pelo promotor de Justiça Vinícius Gahyva, Jackson aproveitou que Nilza dormia para asfixiá-la na cama, impossibilitando qualquer chance de defesa. A investigação revelou que o homicídio foi movido por torpe ganância patrimonial: o criminoso queria tomar o controle dos bens e recursos financeiros da esposa, tendo inclusive realizado transferências e movimentações bancárias para si próprio logo após a morte dela.
Retroescavadeira, falso sequestro e a queda do assassino
Para esconder o rastro do crime, o feminicida transportou o corpo até outro imóvel da vítima e contratou máquinas de escavação, simulando uma obra para enterrar o cadáver da companheira sob a terra. Em uma tentativa desesperada de enganar a polícia, Jackson retirou as câmeras de segurança da casa e passou a usar o celular de Nilza para enviar mensagens aos parentes, inventando que ela havia sido sequestrada e exigindo resgate. Por fim, ainda teve a audácia de ir à delegacia comunicar o falso desaparecimento.
A farsa, no entanto, caiu por terra quando os investigadores confrontaram suas contradições com provas periciais, localizando o corpo e desmascarando a trama. Diante do Conselho de Sentença, todas as teses do Ministério Público foram acolhidas, selando o destino do assassino na cadeia.
Fonte: A Tribuna MT


