O eco de metal contra metal, que para muitos não passava de um livre manifesto político no aconchego do lar, transformou-se em uma verdadeira noite de horror para a professora aposentada Ezilda Raulino Leite, de 65 anos. O que era para ser apenas um ato de protesto da janela de seu apartamento culminou em uma estarrecedora espiral de ódio, apedrejamento e ameaças veladas, colocando sob os holofotes a conduta estarrecedora de um sargento do Exército Brasileiro no estado do Rio Grande do Norte.
As paredes do imóvel, antes refúgio de tranquilidade, transformaram-se na cena de um crime de intolerância que chocou a vizinhança. Segundo os relatos dramáticos formalizados perante as autoridades policiais, a agressão teve início imediato ao som das panelas. Furioso com o manifesto, o militar teria partido para a ignorância, atirando pedras contra o apartamento da idosa, estilhaçando a paz do local e provocando momentos de puro pânico. Não satisfeito com o ataque físico ao patrimônio, o agressor teria desferido xingamentos de baixo calão e ameaças diretas à integridade da docente.
O caso tomou os corredores da 5ª Delegacia de Polícia Civil de Natal, onde o inquérito policial foi prontamente instaurado para apurar com rigor os crimes de dano ao patrimônio, injúria e ameaça. Diante das provas de marcas e do abalo psicológico sofrido pela vítima, a comunidade agora clama por justiça, exigindo que a farda e o posto não sirvam de escudo contra a responsabilização legal diante de atos que ferem o direito sagrado à manifestação e à segurança individual.
Da Redação do Portal GPN


