DA REDAÇÃO DO PORTAL GPN 📰🌐
O Brasil vive uma paralisia crônica, e a causa não é a falta de recursos ou de potencial, mas a metástase do egoísmo na medula da nossa classe política. Assistimos, com uma indignação que seletivamente se transforma em apatia, a um espetáculo grotesco onde o futuro da nossa sociedade é leiloado diariamente no balcão de interesses pessoais, vaidades partidárias e projetos de poder que não enxergam além da próxima eleição.
Onde já se viu uma nação com tantos desafios urgentes — da educação em colapso à saúde precária, passando pela infraestrutura arcaica — ser governada por líderes que priorizam o “eu” em detrimento do “nós”? A política, que deveria ser a arte do bem comum, foi sequestrada por burocratas do voto, preocupados exclusivamente em blindar seus mandatos, garantir fundos eleitorais bilionários e acomodar seus aliados em cargos-chave.
O PROJETO DE PODER ACIMA DO PROJETO DE PAÍS
O diagnóstico é claro e doloroso: não há um projeto de país em curso, mas múltiplos e conflitantes projetos de poder. Políticos, de todas as matizes ideológicas, travam batalhas homéricas por espaço na mídia e nas redes sociais, enquanto as reformas estruturantes que o Brasil grita para receber são empurradas com a barriga ou desfiguradas para não contrariar corporações e grupos de pressão que financiam suas campanhas.
É um escárnio que, enquanto a população se desdobra para pagar impostos escorchantes, a elite política se articule para aumentar os próprios privilégios, aprovar anistias para seus partidos e criar mecanismos que perpetuem sua permanência no poder. O egoísmo é tamanho que eles sabotam hoje o desenvolvimento que eles mesmos poderiam colher amanhã, tudo para não perder um milímetro de influência no presente.
A JUVENTUDE COMO VÍTIMA DO ANACRONISMO
O custo desse egoísmo é pago em uma moeda cruel: o futuro. Quando um político boicota a instalação de um Instituto Federal, como vimos recentemente em Marília e região, por pura picuinha política ou ciúme de paternidade da obra, ele não está apenas atacando um adversário. Ele está condenando uma geração inteira de jovens ao anacronismo, retirando deles a chance de qualificação profissional gratuita e de um futuro digno.
Eles roubam a esperança com a mesma facilidade com que assinam emendas parlamentares que beneficiam apenas seus currais eleitorais. A soberba e o alter-ego dessas lideranças transformam cidades inteiras em reféns de suas vontades. Se não for do “meu jeito”, se o mérito não for “meu”, que a cidade e seu povo esperem — ou pior, que percam para sempre.
O DESPERTAR NECESSÁRIO DA SOCIEDADE
Não podemos aceitar o ostracismo como destino. A sociedade brasileira precisa despertar do torpor e parar de tratar o egoísmo político como “o normal da política”. O normal deveria ser a eficiência, a honestidade e a priorização do cidadão que paga a conta.
Enquanto permitirmos que o debate público seja pautado por futilidades ideológicas e personalismos tolos, continuaremos sendo governados por egos inflados que pisoteiam o interesse público. Chega de soberba! Chega de desídia! É hora de exigir que a classe política, de uma vez por todas, comece a governar para o futuro do Brasil, e não para o futuro de suas carreiras.
📌 GPN: Analisando o tabuleiro do poder com a coragem de dizer a verdade.


