
Convênio beneficia advogados inscritos na Ordem e familiares e amplia a integração entre as instituições em ações culturais
Legenda – Mairom Duarte e João Ricardo Ayres da Motta
A Escola de Música Santa Cecília e a Ordem dos Advogados do Brasil – subseção Petrópolis e São José do Vale do Rio Preto firmaram uma parceria que oferece 10% de desconto nos cursos da instituição de ensino em artes para advogados inscritos na OAB e seus respectivos familiares. A assinatura do convênio marca o início de uma aproximação entre as duas instituições, com a perspectiva de ampliar ações conjuntas nas áreas de cultura, música e teatro.
A formalização contou com a participação do presidente da OAB Petrópolis, João Ricardo Ayres da Motta, e de Mairom Duarte, diretor financeiro voluntário da Escola de Música Santa Cecília. A iniciativa também teve a participação de Luiz Antonio Salgueiro, presidente da Comissão de Cultura e Lazer da OAB Petrópolis, que contribuiu para a construção da parceria.
Para a Escola de Música Santa Cecília, o convênio representa uma oportunidade de ampliar o acesso às atividades culturais e, ao mesmo tempo, fortalecer a atuação da instituição junto a diferentes segmentos da sociedade.
“Hoje é um dia muito importante para a Escola de Música Santa Cecília. Estamos assinando, juntamente com a OAB Petrópolis, um convênio que garante aos advogados e às suas respectivas famílias 10% de desconto em todos os cursos oferecidos pela Escola de Música”, destacou Mairom Duarte.
Segundo ele, a parceria deve ser apenas o primeiro passo de uma relação mais ampla entre as instituições.
“Esse é o primeiro passo para uma integração maior entre a OAB e a Escola de Música Santa Cecília. A nossa instituição está sempre à disposição para contribuir e trazer ainda mais cultura para Petrópolis”, afirmou.
O convênio reforça a proposta de aproximação da OAB com instituições culturais do município e cria novas possibilidades de acesso de advogados e familiares a atividades de formação artística. Para a Escola de Música Santa Cecília, a iniciativa também contribui para consolidar seu papel como espaço de promoção da cultura e da educação musical em Petrópolis.
Mais informações podem ser obtidas de segunda a sexta-feira, das 8h às 20h, na sede da Escola de Música Santa Cecília, localizada na Rua General Osório, 192, Centro de Petrópolis, pelo telefone e WhatsApp (24) 2242-2191 ou pelas redes sociais @emusicasantacecilia (Instagram) e @santaceciliapetropolis (Facebook).
SERVIÇO
Escola de Música Santa Cecília
Rua General Osório, 192
(25620-160) Centro, Petrópolis – RJ
Google Maps: https://goo.gl/maps/y3euNmLBzsfcwtXv8
Telefone/ Whatsapp: (24) 2242-2191
Instagram: @emusicasantacecilia (https://www.instagram.com/emusicasantacecilia/)
Facebook: @santaceciliapetropolis (https://www.facebook.com/santaceciliapetropolis)
SOBRE A ESCOLA DE MÚSICA SANTA CECÍLIA
A Escola de Música Santa Cecília, foi fundada em 16 de fevereiro de 1893, pelo professor de música João Paulo Carneiro Pinto, pernambucano talentoso e músico conhecido por sua excelência, atestada por uma das suas premiações, a “Medalha de Ouro” do Conservatório de Música do Rio de Janeiro. O professor, trazido para Petrópolis pela Família do Barão Araujo, que venerava Petrópolis, assim como outras tantas famílias que tinham a cidade como refúgio do calor e dos problemas de saúde que enfrentavam na então capital do Brasil, Rio de Janeiro.
Além disso, com a industrialização, na última década do século XIX, Petrópolis atraiu trabalhadores do exterior, como também de todo país, estabelecendo uma união estreita da cidade com os mineiros imigrantes, através do trem de ferro. A República, recém instaurada, sofria pressões políticas, e a Revolta da Armada contra o governo de Floriano Peixoto feria a paz, estando decidida a mudança da capital do Estado do Rio de Janeiro para Petrópolis. Os verões alegres da cidade, a tranquilidade, o ambiente saudável, a garantia de emprego, tornaram-se atrativos para uma nova população que pouco a pouco integrou-se aos colonos alemães.
Por causa de toda esta ebulição, o músico João Paulo Carneiro Pinto, abandonou a vida carioca, fixou residência em Petrópolis, onde inaugurou um ensino de música para 34 crianças bem dotadas musicalmente e, principalmente, sem recursos, na escola que leva o nome da padroeira da música, Santa Cecília. Passando de um prédio a outro de doações e subvenções do poder público e do empresariado, a Escola foi inicialmente acolhida no Hotel Bragança, que nada cobrava do maestro.
A escola de Paulo Carneiro tornou-se presença obrigatória em toda a vida cultural e festiva de Petrópolis, não só pelo ensino como pela orquestra, participante efetiva de todas as festividades públicas e particulares. A extraordinária e muito respeitada figura do maestro foi presença marcante na vida petropolitana. Ao falecer, a 10 de setembro de 1923, seu último pedido a amigos e devotados auxiliares: Não deixem morrer a minha Escola!
Na manhã de 23 de setembro de 1923 reuniram-se esses amigos com Sanctino Carneiro, filho do maestro, que abriu mão de todos os bens do pai – representados por instrumentos musicais e a própria escola – iniciando a organização da sociedade civil, hoje conhecida como a Escola de Música Santa Cecília.
De prédio em prédio, a sociedade adquiriu, por fim, uma pequenina casa na rua Marechal Deodoro, número 192, esquina da Rua Marechal Deodoro com a Rua General Osorio, onde se instalou com cursos musicais, abrindo seu salão para atividades artísticas em geral, que abrigavam também um cineteatro. Graças a uma campanha sólida de arrecadação junto à população petropolitana, em 1950 o pequeno prédio foi demolido e as obras começaram. Durante o período de construção, a escola funcionou no Palácio de Cristal. Cinco anos depois, em 1955 foram inaugurados o Edifício Paulo Carneiro e o Teatro Santa Cecília, consolidando o sonho do Maestro Paulo Caneiro.
Dentre as centenas de alunos, professores e dirigentes, que passaram por seus bancos escolares e administrativos, destacam-se três notáveis personalidades musicais, todos petropolitanos natos, representantes de três fases da Escola: da primeira (século XIX), a pianista Magdalena Tagliaferro, aluna do maestro Paulo Carneiro; da segunda (primeira metade do século XX), o maestro, pesquisador e compositor César Guerra-Peixe; e da terceira (segunda metade do século XX), o maestro, compositor e pesquisador Ernani Aguiar.
COMUNICAÇÃO LIVRE
Carla Coelho
Jornalista e Produtora Cultural
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