Legenda→ o advogado especialista em direito do consumidor e direito bancário, Dr. Thacísio Rios
Com o início do prazo para entrega da declaração do Imposto de Renda 2026, cresce também o número de golpes digitais que têm como alvo os contribuintes brasileiros. A própria Receita Federal tem reforçado alertas sobre o aumento dessas fraudes, destacando que criminosos se aproveitam da expectativa pela restituição e do medo de cair na malha fina para enganar vítimas. Segundo dados recentes, o cenário é preocupante: as fraudes virtuais no Brasil cresceram 13,6% em um ano, somando cerca de 1,9 milhão de casos e prejuízos estimados pela Federação Brasileira de Bancos (Febraban), em R$ 10 bilhões.
Para o advogado especialista em direito do consumidor e direito bancário, Dr. Thacísio Rios, é fundamental que a população esteja atenta neste período. “Os golpistas utilizam estratégias cada vez mais sofisticadas, inclusive com uso de inteligência artificial, para simular comunicações oficiais e induzir o contribuinte ao erro”, alerta.
Principais golpes envolvendo o Imposto de Renda
De acordo com o especialista e alertas recentes de órgãos oficiais, os golpes mais comuns são:
- Golpe da malha fina falsa
Criminosos enviam e-mails ou mensagens informando supostas irregularidades na declaração, com links falsos para “regularização”. O objetivo é roubar dados pessoais e acesso ao Gov.br.
- Sites falsos da Receita Federal
Páginas clonadas imitam o portal oficial com alta fidelidade, induzindo o usuário a inserir CPF, senha e dados bancários.
- Golpe do boleto ou DARF adulterado
O contribuinte é levado a pagar uma guia falsa, acreditando estar quitando pendências com o Fisco.
- Fake news sobre taxas ou bloqueio de CPF
Mensagens alarmistas indicam cobranças inexistentes ou ameaçam cancelamento do CPF para pressionar pagamentos indevidos.
- Contato via WhatsApp ou SMS falso
Golpistas se passam pela Receita Federal — que, oficialmente, não utiliza esses canais para cobrança ou envio de links.
Como evitar cair em golpes
O Dr. Thacísio Rios orienta algumas medidas essenciais de proteção:
- Desconfie de urgência e ameaças: mensagens que exigem ação imediata são um dos principais sinais de golpe
- Nunca clique em links desconhecidos enviados por e-mail, SMS ou WhatsApp
- Acesse apenas canais oficiais, como o portal da Receita Federal ou o e-CAC
- Não forneça dados pessoais ou bancários fora de ambientes seguros
- Verifique a origem de boletos antes de qualquer pagamento
- Utilize autenticação em dois fatores em contas digitais
Direito do Consumidor em casos de golpes:
“A Receita Federal reforça que não envia links, não cobra taxas por mensagem e não solicita dados pessoais por aplicativos”, acrescenta Dr. Thacísio Rios, que também listou alguns direitos do consumidos em caso de golpes, ressaltando que há garantias legais importantes:
- Direito à contestação de transações bancárias em casos de fraude
- Possibilidade de reembolso, dependendo da falha de segurança da instituição financeira
- Responsabilização de bancos, quando não adotam mecanismos adequados de proteção
- Registro de ocorrência e comunicação imediata ao banco, o que aumenta as chances de recuperação do valor
“O consumidor não está desamparado. O Código de Defesa do Consumidor prevê a responsabilidade das instituições financeiras em situações de falha na prestação de serviço”, explica Dr. Thacísio Rios.
Atenção redobrada
Durante o período do Imposto de Renda, o volume de tentativas de fraude tende a aumentar significativamente. A recomendação do especialista é clara: “informação e cautela são as principais ferramentas para evitar prejuízos financeiros e exposição de dados. Em caso de dúvida, a orientação é sempre buscar os canais oficiais da Receita Federal e nunca agir por impulso diante de mensagens suspeitas”, conclui.
AF Assessoria & Produções
Thaís Medeiros
Jornalista/ Assessora de Imprensa
thaissmedeiros@gmail.com


