O governo da Argentina não pretende pedir desculpas oficialmente ao governo brasileiro pelas ofensas de Javier Milei contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes durante conveção do senador Flávio Bolsonaro (PL), no último sábado (25/7).
Segundo o jornal argentino La Nación, uma fonte da Casa Rosada disse objetivamente que “não haverá pedido de desculpas ”, após o presidente argentino ter chamado Moraes de “lixo careca” e se referido a Lula como “ladrão” e “presidiário”, iniciando uma crise diplomática entre Brasil e Argentina.
“Talvez não dizer mais nada seja uma forma de desescalar a situação”, disse outro membro do governo argentino ao jornal.
Após as falas de Milei, o governo brasileiro convocou o embaixador do Brasil na Argentina, Julio Bitelli, para prestar esclarecimentos sobre a relação bilateral. O gesto é visto nas relações internacionais como uma medida dura de repúdio à atitude de outra nação.
Bitelli deve chegar ao Brasil nesta segunda-feira (27/7) e reunir-se com o chanceler Mauro Vieira, segundo o Ministério das Relações Exteriores (MRE).
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do Metrópoles
Milei no Brasil
- Milei participou da convenção partidária do Partido Liberal (PL), em São Paulo, nesse sábado (25/7), em apoio a Flávio Bolsonaro, oficializado como o candidato à Presidência pelo PL.
- Durante discurso, o argentino ofendeu autoridades brasileiras como Lula e Alexandre de Moraes,
- As falas de Milei foram repudiadas pelo presidente do STF, ministro Edson Fachin, e pelo presidente do Partido dos Trabalhadores (PT), Edinho Silva.
- As declarações também tiveram grande repercussão na Argentina. O governador da província de Buenos Aires e principal opositor de Milei, Axel Kicillof, disse que viu com “vergonha alheia” o discurso do presidente argentino.
Milei acusa Brasil de campanha “anti-Argentina”
Apesar das fontes terem dito que “não dizer nada” pode ser uma forma de reduzir as tensões, o presidente argentino voltou a atacar o Brasil nesse domingo (26/7).
Em entrevista a uma rádio argentina, Milei disse, sem apresentar provas, que Brasil, México e membros do Partido Democrata dos Estados Unidos financiaram uma “campanha anti-Argentina”, e o Brasil seria o “maior financiador”.
“Quem pôs mais dinheiro nesta campanha anti-Argentina. O governo do Brasil. Vinte e cinco por cento dos recursos saíram do governo do Brasil”, disse o argentino à Rádio Mitre.
Fonte: Metrópoles





