O ex-candidato presidencial e senador da Colômbia, Iván Cepeda, rejeitou, por meio de seu relato na plataforma X, a tentativa de criminalizar a oposição e ligar a mobilização cidadã ao terrorismo, ao mesmo tempo em que ratificou que acompanhará as manifestações populares em 7 de agosto, dia da investidura presidencial do ultradireitista Abelardo De la Espriella.
“Não aceitamos que sejamos impedidos do exercício democrático do direito que temos sobre a oposição política. Nossa presença em comícios em Barranquilla, Cali e Bogotá será uma expressão pacífica de desobediência civil e soberania popular”, afirmou.
O parlamentar insistiu que a cidadania norte-americana adotada pela naturalização em 2023 pelo presidente eleito constitui um impedimento que só pode ser remediado com sua renúncia, para que ele possa ser reconhecido como um chefe de Estado plenamente legítimo. “O chefe de Estado exige lealdade exclusiva e inequívoca à nação colombiana e sua soberania”, afirmou.
7 DE AGOSTO, CON EL PUEBLO pic.twitter.com/tj7ToNWs4W
— Iván Cepeda Castro (@IvanCepedaCast) August 3, 2026
Ele disse que, com os atos convocados pelo progressismo para a próxima sexta-feira (07/08), também buscarão defender as transformações sociais feitas pelo governo atual.
“Ouça bem, Sr. Abelardo: soberania nacional, legitimidade política dos poderes públicos e direitos sociais NÃO SÃO TOCADOS”, escreveu Cepeda.
Referindo-se ao presidente eleito, o parlamentar disse que, diante de retórica autoritária, táticas de intimidação ou uma eventual declaração de estado de agitação interna, eles não aceitarão com resignação que a Colômbia acabe subordinada aos interesses de uma potência estrangeira.
Defesa das liberdades públicas
“Tal equalização constitui um perigo às liberdades públicas. Condenamos inequivocamente todas as formas de violência armada. Nossa luta é firme, mas profundamente pacífica; Decisivo, mas sempre dentro dos princípios da democracia”, disse o senador ao expressar sua rejeição de equiparar protesto a ações violentas e alertar sobre as consequências dessas dinâmicas.
Ele alertou que, no passado, o apontamento sistemático da “combinação de formas de luta” deu lugar a crimes de extermínio político, garantindo que, atualmente, a sociedade colombiana não aceitaria medidas desse tipo.
“O Pacto Histórico continuará ao lado do povo, da defesa de seus direitos, das conquistas sociais alcançadas nos últimos quatro anos e da preservação da dignidade, democracia e soberania da Colômbia”, comentou.
As declarações do congressista vieram logo após o presidente eleito chamar a desobediência civil de “eufemismo para tentar desestabilizar a democracia”, garantindo que ele impedirá qualquer tentativa desse tipo.



