João Campos reduz distância, mas Raquel Lyra ainda venceria no 1º turno se eleição em Pernambuco fosse hoje, indica pesquisa Quaest

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Em nova rodada da pesquisa Quaest de intenção de voto em Pernambuco, a governadora Raquel Lyra (PSD) viu sua vantagem sobre João Campos (PSB) oscilar dois pontos percentuais, reduzida de oito para seis pontos, mas ainda mantendo uma margem que lhe garantiria a reeleição no 1º turno. Na pesquisa estimulada, Lyra foi apontada como escolha de 43% dos eleitores (eram 44% há duas semanas), enquanto o ex-prefeito do Recife foi o voto de 37% dos entrevistados (oscilação de +1 em duas semanas). As mudanças entre as duas pesquisas estão dentro da margem de erro.

Ivan Moraes (Psol) e Renan Hallais (Missão) aparecem com 1% cada. Camila Falcão (UP), Guilherme Fonseca (PSTU), Victor Assis (PCO) e Jeremias Cosmo (DC) não superaram os 0%. Os indecisos são 12% e há 6% que declaram voto branco ou nulo. Se descartarmos estes dois últimos grupos, considerando apenas os votos válidos, temos Raquel Lyra (PSD) com 52,4%, o que liquidaria a disputa já no 1º turno se o cenário atual se mantiver. Com 7,3 pontos de desvantagem, João Campos (PSB) tem 45,1% dos votos válidos, enquanto Ivan Moraes (Psol) e Renan Hallais (Missão) têm 1,2% cada.

2º turno

Na simulação de um possível 2º turno, a distância se mantém praticamente igual. Raquel Lyra tem 45% (-2 em relação a agosto) e João Campos tem 39% (+2), com 10% de indecisos e 6% de votos brancos e nulos. Em votos válidos, Lyra fica com 53,6% e Campos com 46,4%.

Esta edição da pesquisa Quaest foi contratada pela Rede Globo e realizada entre os dias 4 e 7 de setembro, entrevistando 1.302 pessoas. A margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou para menos e o nível de confiança é de 95%. O registro da pesquisa foi cadastrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o registro PE-00285/2026.

Espontânea e votos definidos

A pesquisa espontânea, quando os nomes dos candidatos não são apresentados, apenas 57% dos eleitores indicam um nome, com Raquel sendo preferência de 33% e João de 24%. Há 40% dos eleitores que se dizem indecisos, não sabem responder, além de 3% que declaram voto branco ou nulo desde o início. O número de indecisos na espontânea aponta uma contradição com outro dado da pesquisa: 76% dos eleitores entrevistados afirma que seu voto já está definido (+4 pontos em duas semanas), enquanto 23% admitem que o voto ainda pode mudar.

Perguntados sobre quem vencerá a eleição, independentemente do seu voto, 55% veem como mais provável a vitória de Raquel, enquanto 32% citam João.

Quem conhece, confia?

A postulante mais conhecida do eleitor (94% a conhecem) é a governadora Raquel Lyra (PSD), se dividindo entre 60% de pessoas que conhecem e a consideram uma opção de voto e 34% a conhecem e rejeitam, enquanto 6% não a conhecem. João Campos (PSB) é conhecido de 93%, sendo 55% que conhecem e votariam e 38% o rejeitam, enquanto 7% não o conhecem.

Ivan Moraes (Psol) é conhecido de apenas 17% dos eleitores, que se dividem entre 5% que votariam nele e 12% o rejeitam, enquanto 83% não o conhecem. Renan Hallais (Missão) é conhecido de 19%, sendo 16% que o rejeitam e 3% que o consideram uma opção, enquanto 81% não o conhecem. Os demais candidatos oscilam entre 1% e 2% como opções válidas de voto, rejeição variando entre 5% e 10% e são desconhecidos de entre 88% e 94% dos eleitores entrevistados.

Eleitor distante das alianças nacionais

Apesar do esforço da campanha de João Campos (PSB) em associá-lo ao presidente Lula (PT), que oficialmente o apoia, apenas 57% dos eleitores pernambucanos fazem essa associação, segundo a pesquisa Quaest. Perguntados sobre quem seria o candidato apoiado por Lula em Pernambuco, 35% não sabem e 7% pensam que é Raquel Lyra (PSD), enquanto 1% afirma não haver um nome apoiado pelo petista.

Questionados sobre quem seria a candidatura apoiada por Flávio Bolsonaro (PL), 69% não sabem e 26% mencionam a governadora. Há 3% que dizem não haver um apoiado e 2% dizem ser João Campos. Apesar de o PL não estar oficialmente aliado a Lyra, as lideranças locais do partido e filho do ex-presidente apoiam, todos, a reeleição de Raquel.





Fonte: Brasil de Fato

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