De “candidato mais rico” a presidiário: empresário mariliense é preso após extradição
O empresário João Henrique Pinheiro, que ganhou projeção nacional ao se apresentar como o candidato mais rico do país nas eleições municipais de 2024 em Marília, vive agora uma reviravolta dramática em sua trajetória.
Ele foi extraditado da Espanha e transferido, nesta quinta-feira (9), para uma unidade prisional na cidade de Bermejo, onde teve a prisão preventiva decretada pela Justiça boliviana.
Acusações envolvem golpe milionário
Pinheiro é acusado de aplicar um golpe envolvendo a implementação do Complexo Industrial da Cana-de-Açúcar (Cicasa) na Bolívia. Segundo a denúncia, ele teria se apresentado como fornecedor de maquinário especializado para a construção de um engenho, convencendo investidores a firmarem contrato de aproximadamente US$ 700 mil.
De acordo com as investigações, os equipamentos nunca foram entregues. O prejuízo total, somado aos investimentos em infraestrutura local, teria ultrapassado US$ 1 milhão.
Prisão preventiva e risco de fuga
Durante audiência cautelar, o juiz responsável pelo caso considerou que as provas apresentadas pelo Ministério Público boliviano e pelos produtores envolvidos eram consistentes. A decisão também levou em conta o risco de fuga, fator determinante para a decretação da prisão preventiva.
Com isso, o empresário permanecerá detido em unidade prisional em Bermejo enquanto o processo segue em tramitação.
Queda de imagem
A prisão marca uma mudança radical na imagem pública de João Henrique Pinheiro. Em 2024, ele ganhou visibilidade ao disputar a Prefeitura de Marília com discurso empresarial e forte exposição patrimonial.
Agora, o nome do ex-candidato passa a figurar em investigações criminais internacionais, em um caso que envolve fraude, quebra de confiança e prejuízos significativos a investidores estrangeiros.
As autoridades bolivianas seguem com o processo, que deve aprofundar a apuração sobre a extensão do suposto esquema e eventuais responsabilidades adicionais.


