Da Redação do Portal GPN
Marília vive amarrada a uma triste e vergonhosa realidade política que se arrasta por décadas. A história da representação pública do município resumiu-se ao domínio quase absoluto de poder e fortuna concentrados nas mãos de apenas duas famílias. Não satisfeita em ver o orçamento local e os cargos públicos loteados entre esses clãs, a cidade agora assiste, passivamente, à gestação de uma terceira oligarquia familiar pronta para abocanhar sua gorda fatia do bolo, com o salvo-conduto e a omissão de parte do próprio eleitorado.
A estagnação de Marília não é um acidente de percurso; é o resultado direto de escolhas eleitorais sofríveis. Por gerações, o eleitor tem sido seduzido por tapinhas nas costas, abraços calorosos de palanque e beijos falsos distribuídos em época de eleição por quem, no dia seguinte à posse, fecha os vidros insulfost dos carros e vira as costas para as dores do povo.
A CONCENTRAÇÃO DE RIQUEZA E O ESMAGAMENTO DA ECONOMIA LOCAL
Enquanto os clãs políticos enriquecem, dividem secretarias, loteiam a máquina pública e acumulam influência, o resto da cidade paga uma conta altíssima. A falta de alternância real de poder e de projetos voltados ao desenvolvimento coletivo sufocou a economia do município e deixou um rastro de endividamento e falta de perspectiva:
- O Pequeno e Médio Empresário: Esmagado pela falta de incentivos e pela priorização de grandes grupos ligados aos esquemas de poder.
- O Comércio de Bairro e Mercadinhos: Sem chances de crescimento ou prosperidade frente à especulação e ao abandono das periferias.
- As Pequenas Imobiliárias e Corretores: Reféns de um mercado imobiliário concentrado e dominado por poucas canetadas oficiais.
- A Juventude e os Trabalhadores: Obrigados a conviver com salários baixos, falta de oportunidades e a necessidade de migrar para outros centros em busca de dignidade.
A NECESSIDADE URGENTE DE CONSCIÊNCIA E MUDANÇA
A população de Marília merece representantes de envergadura, compromissados com a ética, com a justiça social e com a geração de emprego e renda. O “dedo podre” na hora de votar tem cobrado o seu preço em forma de pobreza, sucateamento da saúde pública e estagnação econômica.
O eleitor mariliense precisa, urgentemente, tomar consciência do poder transformador que carrega nas mãos. Enquanto a população trocar o futuro de seus filhos por favores momentâneos ou por simpatia cenográfica de candidatos tradicionais, a cidade continuará refém de dinastias. É hora de quebrar as correntes do coronelismo, rejeitar a criação de novos clãs e exigir uma política feita por e para o povo de Marília, e não para a perpetuação de fortunas familiares.


