DA REDAÇÃO DO PORTAL GPN
A recente operação mobilizando forças públicas para a abordagem de moradores de rua em Marília levanta um questionamento que a elite se recusa a fazer: desde quando a pobreza virou crime de guerra? O Portal GPN lança uma voz crítica contra o estigma que recai sobre as populações vulneráveis. Onde já se viu tratar seres humanos cambaleantes e indefesos como os grandes vilões da sociedade, enquanto a verdadeira criminalidade, muitas vezes vestida de seda, passa ilesa pelos tapetes vermelhos da cidade?
A “assistência social” que se vê, apesar de esforços isolados, ainda é feita com rótulos e carimbos de exclusão. É uma operação de força contra quem nada tem, enquanto quem “tem muito” sequer é incomodado.
1. A SELETIVIDADE DO RIGOR: FACAS VS. ARMAMENTO PESADO
Durante essas abordagens, celebra-se a apreensão de facas de cozinha com moradores de rua. Mas fica a pergunta: alguém faz batida na classe burguesa? Alguém ousa revistar as mansões das elites?
- O Privilégio do Porte: Quem tem dinheiro pode muito bem portar armamento pesado, mas o sistema de segurança parece ter um “ponto cego” para o topo da pirâmide.
- A Rasteira no Direito: Onde já se viu o Estado gastar tanto combustível e efetivo para cercar pessoas que mal conseguem ficar de pé, enquanto os crimes de colarinho branco e o tráfico de influência seguem no ostracismo da impunidade? Imagina, a corrupção nos podres poderes.
2. O EFEITO VORCARO: O DINHEIRO QUE COMPRA A PAZ
Imaginemos uma figura como Vorcaro, desfilando seu carro milionário pelas ruas de Marília. Alguém acredita, por um segundo que seja, que ele sofreria uma intervenção desse tipo? Esses tempos desfilaram cerca de 15 carrões de magnatas que custam em media cada um, entre 800 mil a 3 milhões de reais, fazendo um comboio na Esmeraldas, opulentos, narcisos, quem sabe não fizeram jus pela meritocracia? Não vimos qualquer abordagem por que a ostentação deveria chamar a atenção, não é?
- A Blindagem da Riqueza: O carro de milhões funciona como um escudo de invisibilidade perante o rigor da lei. Entre um morador de rua e um magnata, a “nobreza” parece ser medida pelo saldo bancário, mas o Portal GPN bate o martelo: mais nobre é quem nada tem e mantém sua humanidade no calvário da sarjeta.
- Discriminação de Estado: Tratar o morador de rua como ameaça nacional é o ápice do messianismo higienista. É querer “limpar” a cidade dos indesejados para não chocar a vista da classe média.
3. ASSISTÊNCIA SOCIAL NÃO É CASO DE POLÍCIA
Fazer assistência social com farda e aparato repressivo é um anacronismo que beira a crueldade.
- Rótulos e Estigmas: Quando o Estado chega com o carimbo da suspeita, ele mata a última gota de dignidade que resta ao vulnerabilizado.
- A Verdadeira Vilania: Os vilões da sociedade não são aqueles que dormem no papelão; são aqueles que, do alto de sua soberba, planejam a exclusão e sabotam políticas de moradia e emprego para manter o status quo e sujam as mãos de dinheiro sujo da corrupção e jogam nos moribundos, a culpa da tragédia nacional.
A política não dá voltas, ela capota sobre a injustiça. Marília, “Símbolo de Amor e Liberdade”, não pode aceitar que sua liberdade seja apenas para quem tem conta no exterior e seu amor seja negado a quem “cata comida no lixo”.
💬 OPINIÃO & DEBATE: Você concorda que as operações de segurança são seletivas e que a elite nunca é incomodada da mesma forma? A assistência social deveria ser feita com acolhimento real ou com força policial?
📌 GPN: Pela dignidade humana, contra o preconceito de classe.
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