Legenda: Marcelo Rufato CEFERP
assessoria de imprensa
No Dia do Embriologista, celebrado em 25 de julho, especialista do CEFERP explica como a atuação desse profissional acompanha desde a fertilização do óvulo até a formação do embrião que poderá dar origem a uma gestação.
Entre microscópios, placas de cultivo celular, tambores de nitrogênio e incubadoras, existe um profissional pouco conhecido e cada vez mais valorizado nos bastidores dos laboratórios: a do embriologista. Responsável por realizar procedimentos de alta complexidade com óvulos, espermatozoides e embriões, esse profissional é peça-chave para o sucesso dos tratamentos de fertilização in vitro (FIV) e de outras técnicas de reprodução assistida. Ribeirão Preto reúne um dos maiores polos de embriologia clínica do interior paulista com oportunidades ampliadas para profissionais da saúde
Celebrado em 25 de julho, o Dia do Embriologista também chama a atenção para uma profissão em expansão. O crescimento da procura por tratamentos de fertilidade tem aumentado a demanda por profissionais especializados em laboratórios de reprodução humana, especialmente em cidades como Ribeirão Preto, considerada um dos principais polos do setor no interior do Estado.
Atualmente, Ribeirão Preto concentra sete centros de reprodução humana assistida, número superior ao de diversas capitais brasileiras, além de contar com o Serviço de Reprodução Humana do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da USP, referência nacional em assistência, ensino e pesquisa na área. O HC também desenvolve atividades de formação prática e especialização em reprodução humana, contribuindo para a qualificação de profissionais do setor.
Segundo o embriologista e presidente do CEFERP (Centro de Fertilidade de Ribeirão Preto), Marcelo Rufato, esse cenário transforma a cidade em um ambiente favorável para quem deseja construir carreira na área. “Hoje existe uma demanda crescente por embriologistas qualificados. O aumento do número de tratamentos de reprodução assistida fez com que os laboratórios buscassem profissionais cada vez mais preparados técnica e cientificamente. Ribeirão Preto reúne estrutura, centros especializados e tradição em pesquisa, tornando-se uma referência também na formação desses profissionais.”
Apesar de passar a maior parte do tempo dentro do laboratório e ter pouco contato direto com os pacientes, o embriologista acompanha de perto a trajetória de milhares de famílias que sonham em ter um filho. É ele quem observa diariamente o desenvolvimento dos embriões, acompanha cada etapa do tratamento e participa silenciosamente de uma das fases mais importantes dessa jornada. Anos depois, quando recebe a notícia do nascimento de um bebê, sabe exatamente qual embrião esteve sob seus cuidados. Embora permaneça nos bastidores, o embriologista também compartilha da emoção e da satisfação de ver uma nova família sendo formada.
Como se tornar embriologista
Ao contrário do que muitas pessoas imaginam, não existe graduação em Embriologia. A formação começa em cursos da área da saúde e das ciências biológicas, como Biomedicina, Biologia, Farmácia, Medicina, Medicina Veterinária e outras graduações compatíveis. Depois da graduação, o profissional precisa buscar especialização em Reprodução Humana Assistida ou Embriologia Clínica, além de treinamento prático em laboratórios especializados.
Boa parte desse aprendizado acontece diretamente dentro dos laboratórios de fertilização, onde o profissional desenvolve habilidades em técnicas altamente especializadas, como manipulação de gametas, fertilização in vitro, ICSI (injeção intracitoplasmática de espermatozoide), cultivo embrionário, vitrificação e descongelamento de embriões, além dos rigorosos protocolos de controle de qualidade e rastreabilidade. “O embriologista precisa dominar biologia celular, genética, fisiologia da reprodução e técnicas laboratoriais extremamente delicadas. É uma profissão que exige atualização constante, precisão e responsabilidade, porque cada procedimento pode representar a realização do sonho de uma família”, explica Rufato.
Mercado em expansão
O crescimento da reprodução assistida no Brasil acompanha uma tendência mundial impulsionada pelo adiamento da maternidade, pelo aumento dos casos de infertilidade, pela preservação da fertilidade em pacientes oncológicos e pela ampliação do acesso aos tratamentos. Esse movimento tem ampliado também as oportunidades para embriologistas, tanto em clínicas privadas quanto em centros universitários, hospitais, laboratórios de pesquisa e instituições de ensino.
Além da atuação técnica, muitos profissionais seguem carreira na pesquisa científica, no desenvolvimento de novas tecnologias para laboratórios de fertilização e na docência, formando novas gerações de especialistas. Para Marcelo Rufato, o reconhecimento da profissão acompanha a evolução da própria medicina reprodutiva. “Há alguns anos, poucas pessoas conheciam o trabalho do embriologista. Hoje entendemos que o sucesso de um tratamento depende de uma atuação integrada entre médicos, enfermeiros, psicólogos e embriologistas. Somos responsáveis pelos primeiros dias de desenvolvimento de uma futura vida, e isso exige conhecimento, tecnologia e um compromisso permanente com a excelência.”
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Bruna Carvalho – brunacarvalho@melhorpalavra.com.br
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