O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, afirmou nesta quarta-feira (22/7) que o site onde estariam armazenadas supostas provas de fraude nas eleições presidenciais do país foi retirado do ar.
Segundo o mandatário, o episódio seria resultado de um ataque cibernético e reforçaria a alegação dele de que houve manipulação no pleito.
“Acabaram de retirar do ar a página onde estavam hospedadas as evidências que apresentei sobre a fraude eleitoral algorítmica cometida nos EUA. Assim que publicarmos as evidências novamente, todos que tiverem o material devem salvá-lo para que a remoção da página não tenha qualquer efeito. Isso prova que a fraude eleitoral realmente ocorreu”, escreveu.
Acaban de tumbar la página dónde están las pruebas que presenté sobre el fraude electoral algorítmico hecho en EEUU.
Apenas públiquemos las pruebas otra vez, todas y todos los que tengan el material deben grabarlo para que sea inocuo que tumben la página.
Esto demuestra que es…
— Gustavo Petro (@petrogustavo) July 22, 2026
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do Metrópoles
Apesar da declaração, o presidente não divulgou as supostas provas nem apresentou informações sobre quem teria realizado o ataque cibernético.
Petro mantém retórica
A manifestação é mais um capítulo da ofensiva de Petro contra o resultado das eleições colombianas. Desde a vitória de Abelardo de la Espriella, o presidente sustenta que o processo eleitoral foi fraudado e afirma não reconhecer a legitimidade do novo governo.
Aliados do governo também têm contestado o resultado. O advogado e ex-magistrado do Conselho Nacional Eleitoral, Luis Guillermo Pérez, anunciou que pretende ingressar com uma ação para tentar anular a eleição de Espriella, alegando que a dupla nacionalidade do presidente eleito comprometeria sua elegibilidade.
O argumento, entretanto, contraria entendimento do Tribunal Superior de Bogotá, que decidiu no fim de junho que possuir outra nacionalidade não impede um cidadão colombiano de exercer cargos públicos nem configura inelegibilidade.
Em relatório preliminar divulgado após o segundo turno, a missão de observação da União Europeia classificou o processo eleitoral colombiano como “transparente e bem organizado”, destacando que a apuração foi acompanhada por juízes, notários e representantes das campanhas, sem apontar irregularidades que comprometessem o resultado.
Abelardo de la Espriella recebeu oficialmente as credenciais de presidente eleito no fim de junho e deve tomar posse em 7 de agosto, sucedendo Gustavo Petro após quatro anos de governo.
Fonte: Metrópoles







