PF faz operação sobre venda de decisões do TJ-MA, e 2 desembargadores são afastados

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Por Raquel Lopes

(Folhapress) – A Polícia Federal (PF) deflagrou, nesta quarta-feira (1º), a Operação Inauditus, que investiga a venda de decisões judiciais no Tribunal de Justiça do Maranhão. Foram alvos de busca e apreensão dois desembargadores, Antônio Pacheco Guerreiro Júnior e Luiz de França Belchior Silva, afastados das funções por decisão judicial.

Ao todo, foram cumpridos 25 mandados de busca e apreensão, expedidos pelo STJ (Superior Tribunal de Justiça), para instruir inquérito que apura possíveis crimes de corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro e organização criminosa no âmbito do TJ-MA.

Além das buscas, foi decretada a prisão preventiva de Lúcio Fernando Penha Ferreira, ex-assessor do Tribunal de Justiça do Maranhão, e apontado como o principal operador do esquema.

PF investiga possível esquema de corrupção no Tribunal de Justiça do Maranhão
PF investiga possível esquema de corrupção no Tribunal de Justiça do Maranhão

Entre os alvos estão desembargadores do Tribunal de Justiça do Maranhão, juízes, advogados, assessores e ex-assessores, além de um ex-servidor da corte.

A Folha procurou o Tribunal de Justiça do Maranhão, mas ainda não obteve retorno. A reportagem ainda não conseguiu contato com as defesas dos atingidos.

Segundo a Polícia Federal, as diligências apontaram um esquema de direcionamento de decisões, com celeridade seletiva, distribuição por prevenção e atuação conjunta de servidores, com o objetivo de beneficiar partes em litígio mediante pagamento de vantagens indevidas.

Os investigadores também identificaram movimentações financeiras com indícios de triangulação e ocultação da origem ilícita dos recursos.

PF investiga possível esquema de corrupção no Tribunal de Justiça do Maranhão
PF investiga possível esquema de corrupção no Tribunal de Justiça do Maranhão

A Justiça determinou ainda o afastamento de cinco servidores, a proibição de acesso ao TJ-MA e de contato entre os investigados, o monitoramento eletrônico de seis pessoas e o sequestro e bloqueio de bens de até R$ 50 milhões, de forma solidária entre os principais envolvidos.

As medidas foram cumpridas em gabinetes, escritórios de advocacia e empresas nas cidades de São Luís, São José de Ribamar, Arari, Balsas, Bacabal e Guimarães (MA), além de Fortaleza (CE), São Paulo (SP) e Lagoa Seca (PB).





Fonte: ICL Notícias

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