As declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, contra o papa Leão XIV colocaram a primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni, em uma situação delicada. A líder italiana mantém proximidade com o governo norte-americano e ocupa posição estratégica nas relações com o Vaticano.
Nesta segunda-feira (13/4), Meloni rompeu o silêncio e divulgou uma nota em apoio ao pontífice, ressaltando o papel do líder religioso na promoção da paz. Ela classificou as declarações de Trump como “inaceitáveis”.
“Considero inaceitáveis as palavras do presidente Trump em relação ao Santo Padre. O papa é o chefe da Igreja Católica, e é correto e natural que ele peça a paz e condene todas as formas de guerra”, afirmou a premiê em comunicado oficial.
Entenda declarações de Trump contra o papa
Logo após as críticas a Leão XIV, Trump publicou, também na Truth Social, uma imagem de si mesmo, gerada por inteligência artificial, em que aparece vestido de Jesus na cura de enfermos. Veja:

Papa Leão XIV se manifestou sobre ataques
Em resposta a Trump, o pontífice declarou nesta segunda-feira (13) que não tem medo do governo dos EUA e que seguirá promovendo pautas relacionadas à paz.
“Não tenho medo do governo Trump nem de proclamar em voz alta a mensagem do Evangelho, que acredito ser o que estou aqui para fazer, o que a Igreja está aqui para fazer”, disse o pontífice.
Ele também afirmou que seguirá se posicionando contra a guerra.
“Não quero entrar em debate com ele. Não acho que a mensagem do evangelho deva ser deturpada da maneira como algumas pessoas estão fazendo. Continuarei a me manifestar veementemente contra a guerra, buscando promover a paz, o diálogo e as relações multilaterias entre os Estados para encontrar soluções justas para os problemas”, afirmou o papa.
A declaração do líder católico foi feita para jornalistas durante voo de Roma para a Argélia, onde o pontífice inicia nesta segunda uma viagem por quatro países africanos.
Fonte: Metrópoles


