O professor Allison Ruan, paraibano de 31 anos, viveu uma reviravolta em sua carreira acadêmica. Aprovado por cotas raciais em concurso público para o cargo de docente da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), ele ministrou aulas durante todo o primeiro semestre de 2026. No entanto, no meio de um expediente, foi surpreendido pela notícia de que sua nomeação havia sido anulada.
A decisão ocorreu após outra candidata, que concorreu pela modalidade de ampla concorrência, obter vitória judicial em 28 de julho, invalidando a aprovação de Allison e assumindo a vaga destinada ao Departamento de Engenharia Química.
Segundo a defesa da professora, a vaga não deveria ter sido direcionada a candidatos cotistas. Allison relata que soube da anulação apenas quando a decisão foi publicada no Diário Oficial: “Eu estava trabalhando na universidade; ninguém me avisou. Fiquei sabendo junto com todo mundo. Juntei minhas coisas e fui para casa. Pela primeira vez na vida, estou desempregado.”
Em nota ao g1, a UFPE afirmou que a anulação não decorreu de decisão administrativa, mas do cumprimento de determinação judicial.
⚖️ Contexto
O caso expõe novamente um ponto central que já dificultou ou inviabilizou a contratação de outros professores negros em universidades federais na última década: divergências sobre a forma de contabilização das vagas em concursos públicos.
fonte: g1


