DA REDAÇÃO DO PORTAL GPN 📰🌐
Nos bastidores fervilhantes do poder, onde o “rei e a rainha” do jogo são movidos por quem detém o capital, uma reviravolta de proporções sísmicas está sendo desenhada. Informações colhidas pela nossa redação indicam que setores influentes do empresariado nacional — o núcleo duro da Faria Lima — já teriam batido o martelo: a aposta para 2026 não é mais Flávio Bolsonaro, mas sim o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas.
O movimento, que promete “rifar” o senador Flávio nas próximas semanas, baseia-se em um cálculo pragmático e frio. Para os donos do PIB, Flávio é visto como “mais do mesmo”: um herdeiro do radicalismo do pai, Jair Messias Bolsonaro, cujo teto eleitoral estaria limitado ao núcleo de “terraplanistas e negacionistas” da ciência. Onde já se viu, em plena ascensão de novas cepas da Covid (linhagem BA.3.2) que desafiam a imunidade global, manter um discurso que flerta com o anacronismo sanitário?
TARCÍSIO: O “BOLSONARO VACINADO” QUE O MERCADO DESEJA
Para o empresariado, Tarcísio de Freitas surge como a peça perfeita: um “Bolsonaro bonzinho” ou, como dizem nos corredores do mercado financeiro, um “Bolsonaro vacinado”. Ele entrega a eficiência técnica e as privatizações que os barões do capital tanto cobiçam, mas sem as explosões de soberba e o isolamento internacional que marcaram a gestão anterior.
No entanto, a oposição já alerta: há controvérsias. Sob o verniz de moderado, Tarcísio mantém as mesmas diretrizes de desmonte do Estado e repressão de direitos sociais que caracterizam a extrema-direita. A diferença seria apenas a embalagem, mais palatável para o investidor estrangeiro e para a elite que acumula imóveis enquanto o povo amarga filas no SUS.
A CHAPA DE CAIR AS MADEIXAS: TARCÍSIO & MICHELLE
A grande armação, porém, reside na composição da chapa. No desenho articulado pela cúpula do PL, a cavalgada rumo a Brasília teria Michelle Bolsonaro como vice de Tarcísio. A estratégia é cirúrgica:
- Tarcísio segura o PIB, a Faria Lima e o eleitor moderado.
- Michelle segura o eleitorado evangélico, a militância fiel e mantém o sobrenome “Bolsonaro” na urna, garantindo que o espólio político do marido não se disperse.
É uma manobra de cair o queixo, ou “as madeixas”, que visa isolar os filhos do ex-presidente em favor de uma composição que parece ter mais fôlego eleitoral.
A POLÍTICA NÃO DÁ VOLTAS, ELA CAPOTA
Enquanto Flávio Bolsonaro ainda tenta se vender como o herdeiro natural, o movimento nos bastidores está forte. A fúria arrecadadora de São Paulo, que sob Tarcísio bate recordes de eficiência fiscal, serve de vitrine para o que ele pretende fazer com o Brasil: um Estado focado no lucro privado e na desídia com os mais pobres, que seguem reféns de auxílios federais para não amargarem as ruas.
O jogo de xadrez entrou na fase do xeque-mate. Ostracismo para os radicais de ontem, ascendência para os “moderados” de ocasião. O eleitor de Marília e do Brasil precisa estar atento, pois o lobo pode estar trocando a pele, mas os dentes continuam afiados para os direitos sociais.
💬 PENSE BEM: Você acredita que Tarcísio é realmente diferente de Bolsonaro ou é apenas uma “maquiagem” da Faria Lima? Michelle Bolsonaro na vice ajuda ou atrapalha a chapa? Até onde vai o poder do dinheiro na escolha do nosso próximo presidente?
📌 GPN: Analisando o tabuleiro com a coragem de quem não se vende.


