A preocupação com a segurança dos pré-candidatos às eleições de 2026 mudou o calendário das convenções partidárias. Desde segunda-feira, a Polícia Federal começou a disponibilizar equipes para pré-candidatos à Presidência da República que tiverem a campanha homologada pelas siglas nos eventos.
Entre os presidenciáveis, Romeu Zema (Novo), Ronaldo Caiado (PSD) e Renan Santos (Missão) informaram que solicitarão formalmente a proteção do Estado. O candidato do Missão antecipou a convenção partidária sob alegação de que recebeu ameaças do Primeiro Comando da Capital (PCC) e do Comando Vermelho (CV).
A PF estima gastar R$ 95 milhões na operação de segurança dos presidenciais com o uso de viaturas blindadas, sistemas antidrones, coletes balísticos e outros equipamentos de proteção.
A proteção oferecida pela corporação aos candidatos começou na mesma data do início das convenções partidárias. Os eventos vão ocorrer de 20 de julho a 5 de agosto.
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do Metrópoles
Segundo a Diretoria de Proteção à Pessoa da PF, mais de 600 profissionais foram capacitados entre 2025 e 2026 para atuar na segurança dos candidatos. Desse total, até 458 servidores serão destacados para atuar na campanha. Os grupos são compostos por delegados, agentes e escrivães especializados na segurança de autoridades.
“A operação poderá contar, conforme a avaliação de cada agenda, com veículos blindados, com grupos táticos, com equipamentos de defesa antidrone, com reconhecimento facial, com monitoramento de ameaças digitais e com kits para vistorias antibombas”, disse a PF em nota.
Uma avaliação de risco foi realizada pela PF para classificar os pré-candidatos em quatro níveis de ameaça: muito alto, alto, moderado e baixo.
Cada candidatura contará com um planejamento próprio, elaborado a partir de metodologia técnica de análise de risco e atualizado conforme a evolução das ameaças, das vulnerabilidades identificadas e das características de cada compromisso de campanha.
No caso do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que deve concorrer à reeleição, a proteção durante o período eleitoral será feita pelo Gabinete de Segurança Institucional (GSI), que já cuida da segurança do petista, contará com o apoio da Polícia Federal.
O pré-candidato do PL, senador Flávio Bolsonaro (RJ), recusou a segurança da Polícia Federal aos presidenciáveis. Como é parlamentar, Flávio já tem segurança realizada pela Polícia Legislativa do Senado, e disse que continuará com a equipe atual.
A segurança dos pré-candidato
- Luiz Inácio Lula da Silva (PT) — Segurança pelo GSI com integração da PF
- Flávio Bolsonaro (PL) — Segurança pela Polícia Legislativa
- Renan Santos (Missão) — Segurança pela Polícia Federal
- Ronaldo Caiado (PSD) — Segurança pela Polícia Federal
- Romeu Zema (Novo) — Segurança pela Polícia Federal
Campanha antecipada
O pré-candidato Renan Santos antecipou a convenção nacional do Missão para oficializar a participação no pleito e, com isso, passar a contar com a proteção da Polícia Federal. Segundo ele, a decisão foi tomada após recomendações das equipes de segurança em razão de ameaças recebidas durante o período de pré-campanha.
Renan alega ter recebido ameaças do PCC e do CV durante agendas no Ceará, São Paulo e Rio de Janeiro e afirmou que antecipar a convenção é questão de “sobrevivência”.
Ronaldo Caiado e Romeu Zema também informaram que irão solicitar oficialmente a segurança da Polícia Federal. As convenções partidárias do PSD e do Novo estão marcadas para 26 e 27 de julho, respectivamente.
Desde abril, a PF afirma que mantém interlocução com os partidos e com as pré-candidaturas para apresentar o funcionamento da operação e para preparar a atuação durante o período eleitoral.
Fonte: Metrópoles









