Redação GPN
Uma tarde de domingo que deveria ser de descanso e congraçamento familiar transformou-se em um verdadeiro cenário de horror, tiroteio e revelações tenebrosas no interior paulista. O médico cirurgião vascular Luciano Lopes Pastor, de 52 anos, morreu em confronto com a Polícia Militar na cidade de Catanduva, após ameaçar de morte a própria esposa e disparar contra os agentes de segurança.
O que começou como um chamado de urgência por violência doméstica terminou por desvendar o perfil sombrio de um homem de saúde renomado que, dentro de quatro paredes, mantinha um pesado arsenal de armas de fogo, artefatos brancos e até mesmo uma medalha com a suástica nazista.
AS HORAS DE TERROR SOB A AMEAÇA DE MORTE
Segundo registros policiais e depoimentos colhidos no local, o ambiente festivo de um churrasco em família ruiu rapidamente após a ingestão excessiva de bebida alcoólica. Tomado por uma fúria incontrolável e comportamento extremamente agressivo, o médico passou a fazer graves ameaças de morte à sua esposa.
Desesperada e temente pela própria vida e pela segurança dos três filhos do casal, a mulher conseguiu acionar o telefone de emergência 190 da Polícia Militar, alertando as autoridades de que o marido estava armado, trancado na residência e irredutível em suas intenções.
O CONFRONTO E OS PIPOCAR DOS TIROS
Ao chegarem ao endereço indicado, as equipes da Polícia Militar isolaram a área e iniciaram o protocolo formal de negociação, tentando fazer com que o cirurgião se rendesse pacificamente. No entanto, cego pela cólera, Luciano recusou qualquer diálogo.
Em um ato de extrema insanidade, o médico apontou uma de suas armas em direção aos policiais e efetuou disparos. O som seco dos projéteis rompeu a tranquilidade do bairro — gravações de moradores registraram pelo menos 16 estampidos durante a intensa troca de tiros. Em reação à injusta agressão, os agentes responderam ao fogo, alvejaram o agressor e cessaram a ameaça.
O socorro médico de urgência foi acionado no local, mas Luciano Lopes Pastor não resistiu aos ferimentos e teve o óbito constatado na própria cena do crime. A esposa e os filhos saíram ilesos da tragédia; a mulher, em estado de choque e profundo abalo psicológico, precisou receber atendimento médico.
O ARSENAL E O SÍMBOLO DA ILICITUDE
A pericia técnica ao adentrar a residência do cirurgião deparou-se com uma verdadeira coleção bélica clandestina e itens perturbadores. No imóvel foram apreendidos:
- 8 Armas de Fogo: Duas espingardas, quatro pistolas (incluindo marcas alemãs e calibre 380) e dois revólveres (calibres 357 e 38);
- Armas Brancas: Três espadas, um facão e dois espetos;
- Munições: 352 munições intactas e 98 deflagradas de diversos calibres;
- Equipamentos e Colecionáveis: Radiocomunicador, sistema de monitoramento eletrônico, réplica decorativa de uma granada de mão alemã e uma medalha ostentando a suástica nazista.
HISTÓRICO CONTURBADO E MEDIDAS LEGAIS
As apurações policiais revelaram ainda que o médico já possuía histórico de problemas com a Justiça, tendo sido preso anteriormente em investigações ligadas a irregularidades administrativas e emissão de notas fiscais frias quando presidia uma associação hospitalar na região.
As armas do médico e o armamento utilizado pelos quatro policiais militares foram recolhidos para perícia técnica. O caso foi registrado na Polícia Civil como morte decorrente de intervenção policial, violência doméstica, ameaça e resistência. Conforme protocolo padrão para ocorrências com letalidade, os agentes envolvidos foram afastados temporariamente dos serviços operacionais nas ruas.
O Portal GPN acompanha de perto os desdobramentos policiais em Marília e em toda a nossa região, levando a você a informação precisa e sem retoques.


