Em meio a ataques em Gaza, chancelaria turca chama premiê israelense de ‘expansionista’ e acusa de querer transformar Oriente Médio em ‘zona de conflito’
O Ministério das Relações Exteriores da Turquia afirmou nesta terça-feira (03/08) que os recentes ataques à Faixa de Gaza promovidos pelo regime sionista demonstram mais uma vez que o governo do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu não tem intenção de consolidar acordos com palestinos.
“O único objetivo de Netanyahu é deslocar os palestinos de sua terra natal e impedir o estabelecimento da paz e da estabilidade na região”, disse a pasta, em comunicado, acrescentando que o premiê segue tomando medidas que minam o equilíbrio regional e sabotam esforços de mediação, especialmente dos Estados Unidos.
“Tornou-se imperativo que a comunidade internacional adote uma postura mais determinada, consistente e robusta contra a abordagem expansionista e militarista de Netanyahu, que busca transformar todo o Oriente Médio em uma zona de conflito”, afirmou.
Por fim, a chancelaria turca instou a comunidade internacional a agir com um senso de responsabilidade e a defender o direito internacional e os valores humanitários, em meio a um genocídio televisionado.
No domingo (02/08), o Hamas também denunciou o Exército de Israel por provocar uma ”escalada deliberada” ao continuar atacando intensamente a Faixa de Gaza. De acordo com o grupo palestino, o regime sionista tenta “obstruir os entendimentos alcançados com mediadores, incluindo a administração dos Estados Unidos” referentes à implementação do acordo de cessar-fogo.
Contra o bombardeio israelense como “criminoso e frenético” no enclave palestino, o Hamas pediu aos mediadores que “tomem medidas imediatas para pressionar” Tel Aviv a parar suas violações.
Em mais uma violação, forças israelenses mataram ao menos 19 palestinos durante noite em Gaza
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A declaração foi feita enquanto, pela noite, as forças israelenses executaram pelo menos sete ataques e deixaram ao menos 19 palestinos no território palestino, ignorando a recente aprovação de um roteiro rumo à segunda fase do acordo de paz – um processo iniciado em outubro de 2025, mas marcada por contínuas violações israelenses.
A nova etapa alcançada e celebrada pelo presidente norte-americano Donald Trump prevê a desmilitarização do Hamas e a retirada das tropas israelenses de Gaza.
O grupo palestino denunciou em comunicado oficial que a ofensiva ordenada pelo “criminoso de guerra Netanyahu” matou “famílias inteiras”.
De acordo com a imprensa local, os ataques aéreos israelenses atingiram a cidade de Gaza, no norte do enclave; Deir al-Balah, no centro; Khan Younis, ao sul, e nas proximidades de Jabalia. Fontes do Hospital Shifa também relataram a morte de uma família – composta por um pai, sua esposa grávida de seis meses, e a filha de três anos do casal – próxima ao porto da Cidade de Gaza.
Em Deir al-Balah, um casal casado foi morto e quatro pessoas ficaram feridas no ataque a um apartamento, enquanto na área de Al-Mawasi, em Khan Younis, israelenses mataram um pai, uma mãe e seu filho de nove anos enquanto dormiam ao amanhecer. Outro ataque deixou um morto perto de Jabalia.
(*) Com Telesur



