VIOLÊNCIA POLÍTICA DE GÊNERO: A engrenagem patriarcal que persegue eleitas e protege agressores em plenários

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Da Redação do Portal GPN

Os dados são estarrecedores e expõem a ferida aberta de uma nação que teima em sufocar a representatividade feminina. Um levantamento histórico revelou que, no período de uma década (de 2015 a 2025), pelo menos 71 mulheres eleitas democraticamente tiveram seus mandatos cassados ou foram alvo de processos de cassação no Brasil. O ápice dessa perseguição sistemática foi atingido recentemente, registrando o recorde alarmante de 30 episódios em um único ano. Esses números não mentem: eles traduzem a violência política de gênero em sua forma mais cruel e institucionalizada.

O que assistimos no país é o reflexo de uma cultura machista e conservadora sepulcral, que envergonha a humanidade. Mulheres que conquistaram o voto popular de forma legítima e soberana são tratadas como objetos descartáveis dentro de estruturas de poder dominadas por parlamentos de homens que se portam como “machos alfa”. É uma engrenagem de retaliação e intimidação que visa silenciar a voz feminina e manter o monopólio do poder.

Há dezenas de relatos dramáticos de vereadoras e deputadas que são covardemente reprimidas, xingadas e humilhadas inclusive da tribuna — espaço que deveria ser o templo da democracia, mas que frequentemente é transformado em arena de linchamento moral. O crime de gênero na política brasileira é uma realidade gritante. Em vez de o sistema acolher e proteger as representantes do povo, o rigor da punição é invertido: pune-se a mulher que ousa ocupar o espaço público, enquanto seus agressores desfilam impunes com sua arrogância patriarcal.

A verdadeira justiça exige punições severas, pesadas e exemplares contra os agressores e perseguidores, e não contra as mandatárias que carregam as aspirações de milhares de eleitores. Essa perseguição odiosa é um atentado contra o próprio Estado Democrático de Direito. Diante de um cenário tão hostil, a indignação precisa se converter em resistência. Mulheres à luta! O Portal GPN se solidariza com todas as parlamentares que enfrentam esse massacre diário e reafirma que o lugar da mulher é onde ela quiser, inclusive governando e legislando pelo país.

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