A Marcha da Barbárie: O feminicídio, o extremismo e o risco real de uma Sociedade do Absurdo. O voto na democracia como proteção para evitar o caos.

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A estarrecedora escalada do feminicídio no Brasil ultrapassou os limites do alarme social para se tornar a tragédia cotidiana de uma nação ferida. Em um ambiente onde o discurso de ódio e o flerte indisfarçável com o nazifascismo contaminam o debate político rumo às eleições, o risco de retrocesso civilizatório é iminente. O avanço de ideias extremistas de direita busca não apenas fragilizar as bases da democracia, mas solapar conquistas históricas, reduzindo a mulher a uma condição subalterna — vista por uma lógica machista e violenta como mero objeto ou alvo de agressões dentro do próprio lar.

A confluência entre o extremismo político e a cultura da violência de gênero ameaça desenhar uma verdadeira “sociedade do absurdo”. Sob o falso pretexto de defesa da moralidade, o que se projeta no horizonte de um país dominado por saudosistas da ditadura e da tortura é a normalização da barbárie. Um cenário em que milicianos, pedófilos, estupradores, criminosos e corruptos tentam se arvorar como guardiões da ordem, impondo pelo medo e pela força um modelo social que afronta a dignidade humana.

A aproximação do pleito eleitoral exige do eleitorado uma reflexão profunda sobre o futuro que se deseja legar às próximas gerações. Diante da ameaça de dissolução das garantias democráticas e do avanço do ódio, a neutralidade deixa de ser uma opção válida. Cabe às famílias brasileiras — pais, mães, avós e jovens — decidir se caminharão ao lado da preservação da vida, do respeito às mulheres e da liberdade, ou se permitirão que o obscurantismo e a violência ditem os rumos do país.

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