Foto: Flavio Bolsonaro e governador Tarcisio, em foto arquivo.
DA REDAÇÃO DO PORTAL GPN
O giz vai cair e as salas de aula de São Paulo vão silenciar. O que se desenha não é apenas um movimento reivindicatório, mas o grito de socorro de uma classe que se sente massacrada pela gestão Tarcísio de Freitas. A decisão dos professores da rede estadual de entrar em greve nesta semana é o resultado inevitável de um governo que parece enxergar a educação como gasto e o professor como adversário.
1. O MÉTODO DO TRATOR: REFORMAS SEM DIÁLOGO
O Portal GPN comenta: o que o Palácio dos Bandeirantes chama de “modernização”, os professores sentem na pele como precarização.
- Ataque aos Direitos: A imposição de mudanças na carreira e a falta de uma política salarial que recupere as perdas inflacionárias são combustíveis para a revolta.
- Mordaça Tecnológica: O uso excessivo de plataformas digitais em substituição à autonomia pedagógica tem sido apontado como uma forma de “robotizar” o ensino e desvalorizar a experiência de quem está no chão da escola.
2. O “MASSACRE” NO ORÇAMENTO E NA DIGNIDADE
Enquanto o governo faz propaganda de superávit e eficiência, as escolas estaduais enfrentam o abandono. O massacre é multifacetado:
- Estrutura Precária: Tarcísio corta no social para investir no asfalto que dá voto, enquanto o teto da escola goteja e o material didático é alvo de polêmicas ideológicas.
- Pressão Psicológica: O professor paulista nunca esteve tão sobrecarregado e tão desrespeitado. A greve é a última instância de quem já tentou de tudo no campo do diálogo e encontrou portas fechadas.
3. GREVE: A ÚLTIMA ARMA DA EDUCAÇÃO
O Portal GPN reforça: ninguém faz greve porque quer, mas porque é obrigado.
- Quem paga a conta? O aluno e a família sofrem, sim, mas o verdadeiro culpado é o governante que ignora a base. Sem professor valorizado, a segurança pública e a economia do futuro são as próximas vítimas.
- A Luta pela Escola Pública: A paralisação não é apenas por dinheiro; é pela manutenção da escola pública como um espaço de qualidade e não um “depósito de alunos” gerido por planilhas frias.
O RECADO DO GPN: Tarcísio precisa entender que governar o maior estado do país exige mais do que tecnocracia; exige humanidade com quem forma as futuras gerações. Se o governo continuar com o trator ligado sobre o magistério, o prejuízo para São Paulo será incalculável.
💬 OPINIÃO GPN: “Educar é um ato de coragem, mas governar para a educação exige caráter.” São Paulo não pode aceitar que seus professores sejam tratados como “custo” enquanto as mordomias do andar de cima seguem intactas.
GPN: De olho na educação, de braços dados com o professor.


