Mais uma jovem trabalhadora, Thaissa Gabriely, de 21 anos, foi estuprada e assassinada em Londrina ao reagir contra seu agressor. O caso não é exceção: é parte de uma epidemia de feminicídios que escancara a falência do Estado em proteger suas cidadãs e a perversidade de uma cultura que normaliza a violência contra mulheres.
O feminicídio como sintoma social
O assassinato de Thaissa não é apenas um crime bárbaro, mas um retrato da misoginia estrutural que se espalhou no Brasil.
- Mulheres são mortas por serem mulheres.
- A cada 7 horas, uma brasileira é vítima de feminicídio.
- O discurso misógino, reforçado por comunidades redpill e por lideranças políticas autoritárias, legitima o ódio e alimenta a violência.
Responsabilidade política e cultural
O bolsonarismo abriu espaço para a banalização da violência contra mulheres, ao ridicularizar pautas de gênero e reforçar estereótipos machistas.
- A retórica de desprezo às mulheres fortaleceu grupos misóginos.
- A explosão de agressões e feminicídios é consequência direta dessa cultura.
- Não há neutralidade: quem legitima o ódio é cúmplice da violência.
Editorial crítico
Thaissa Gabriely não pode ser apenas mais um número. Sua morte é um grito que exige resposta. O Brasil pede socorro: não podemos aceitar que mulheres sejam reféns de uma cultura que legitima o ódio e a violência.
Este editorial é um chamado à sociedade: mulheres não devem votar em projetos políticos que espalham misoginia e reforçam o autoritarismo. Cada voto precisa ser um ato de resistência contra o feminicídio.
O evangelho da dignidade humana nos lembra: nenhuma mulher deve morrer por ser mulher.


