A escritora Helena Lahis conquistou uma nova vitória na Justiça após ter sido internada contra sua vontade, em 2019, na clínica Espaço Clif Mente e Vida, localizada em Botafogo, Rio de Janeiro. A instituição e seu então diretor técnico, Gabriel Bronstein Landsberg, foram condenados em duas instâncias a pagar indenização por danos materiais e morais. A decisão de primeira instância, proferida em janeiro deste ano, foi confirmada por unanimidade pelo Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ) no início de agosto.
🚨 O Início do Caso
O episódio remonta a setembro de 2019, quando Helena solicitou o divórcio de seu então marido, Paulo Henrique de Lima, presidente da Universal Music Brasil. Três semanas depois, uma psiquiatra amiga da família apareceu em seu apartamento, na Urca, acompanhada de dois enfermeiros.
Segundo os relatos apresentados no processo, a médica informou que Helena seria internada. A escritora foi levada em uma ambulância e submetida a uma revista completa: retirada de pertences, ficar nua, agachamentos, bafômetro e exame toxicológico. Em seguida, foi internada por um médico plantonista.
⚖️ A Decisão Judicial
O TJ-RJ entendeu que houve violação da liberdade individual e da dignidade da escritora, mantendo a condenação da clínica e de seu diretor técnico. A indenização por danos materiais e morais reforça o caráter abusivo da internação compulsória relatada.
Esse caso expõe a delicada fronteira entre direitos individuais e práticas médicas, além de levantar debates sobre o uso da internação psiquiátrica como instrumento de coerção.


